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HISTÓRIA

Segundo  o ávido pesquisador das línguas indígenas, Gonçalves Dias, Ibatiba em tupi-guarani significa POMAR ou FRUTA-DOCE. Até as primeiras décadas do séc. XIX, toda a área em que se encontra hoje o Município de Ibatiba, era totalmente coberta pela Mata Atlântica e habitada exclusivamente por índios puri-coroados, espalhados por diversas aldeias em toda a região.

Com a população estimada em quase 27.000 (vinte e sete mil) habitantes, (IBGE,2020), o início da colonização de Ibatiba data do período compreendido entre 1842 a 1863, quando chega à região da Freguesia de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, hoje Iúna, várias famílias de origem portuguesa, entre elas, a família de João Joaquim da Silveira com sua esposa Jacinta e seus filhos Manuel e Mariana, os quais aqui tomaram posse de uma sesmaria, que partia da localidade do Alto Facão até os limites do Córrego de Santa Maria.

No final do século XIX, depois de herdar as terras de João Joaquim da Silveira, seu filho Manuel da Silveira, cumprindo uma promessa à Nossa Senhora do Rosário pelo restabelecimento da saúde de sua filha, que estava muito doente, doou 15 alqueires de terra para a Igreja, terreno onde, em 1898 foi construída a 1ª capela de Nossa Senhora do Rosário, dando início assim, a um pequeno povoado no lugar que já se chamava Rosário do Rio Pardo do Norte, mais tarde, Ibatiba.

Foi quando se intensificou a povoação ao redor da Capela, com a chegada de mais famílias vindas de Portugal, Minas Gerais, e Rio de Janeiro, como as famílias de Florindo José de Freitas, João Pedro da Silveira Machado, Vicente Antônio da Silveira Leite, Amâncio Teixeira, Quincas Serra, Manoel Dias e Francisco Dias de Carvalho, Ambrósio Trindade, Alcântara, Machado, Paula e outros. Aqui chegando, essas famílias desenvolveram a agricultura cultivando o café, o fumo e a cana-de-açúcar, que eram comercializados através de tropas, único meio de transporte da época. Estas tropas eram puxadas por burros carregadores que levavam canastras (malas de madeiras) amarradas nas costas. Cabe aqui ressaltar, que todo o transporte do material para a construção da Capela do Rosário foi feito em tropas de bois.

Nesta época, a Freguesia de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo (Iúna) já havia se desmembrado do município de Cachoeiro de Itapemirim, e se tornado o município Rio Pardo, do qual o povoado de Rosário do Rio Pardo do Norte fazia parte.

Por volta de 1905, surge em Rosário do Rio Pardo do Norte o primeiro comércio, de propriedade do Sr. Luiz Crispim. Três anos mais tarde, em 1908,  chegam ao povoado,  fugindo da Guerra no Líbano, os imigrantes libaneses: Srs. Elias Alcure, Salomão José Fadlalah, Armindo José fadlalah e Félix Neder Fadlalah. A viagem durou 3 meses. Aportaram no Rio de Janeiro e vieram para Manhuaçú, Minas Gerais, onde já haviam outros libaneses. Foram trabalhar com tropas mascateando e vendendo muitos produtos. O primeiro comércio com firma registrada pertenciam aos primos Salomão José Fadlalah e Elias Alcure, que vendiam de tudo, impulsionando e consolidando assim, o comércio no povoado de Rosário do Rio Pardo do Norte. Os produtos eram trazidos de Guaçuí pelas tropas do Sr. Elias Alcure e a viagem durava 3 dias. A sociedade durou 10 anos e quando foi desfeita, o Sr. Elias Alcure foi negociar terras, gado e café e o Sr. Salomão Fadlalah continuou com o comércio.

Em 1918, o povoado de Rosário do Rio Pardo do Norte passa a ser distrito de Rio Pardo, recebendo o nome de Vila do Rosário, em homenagem à Nossa Senhora do Rosário. Todas essas famílias portuguesas, mineiras, cariocas e libanesas que aqui chegaram, foram os pioneiros do tropeirismo na Vila do Rosário.

Em 1943, a Lei Estadual nº 15177, muda o nome de Rio Pardo para IÚNA, e o nome do distrito de Vila do Rosário para VILA DE IBATIBA. Sendo novamente mudado, em 1964, pelo IBGE, de Vila de Ibatiba para IBATIBA.

Em 1968, chega no Distrito de Ibatiba a Companhia Construtora de Estrada – CITOR e BRASIL – para a construção da BR 262. Um ano depois, em 1969, a BR 262 e o Posto de Polícia Rodoviária Federal são inaugurados pelo então Ministro do transporte, Mário Andreazza. Tais fatos fizeram com que Ibatiba passasse a se desenvolver rapidamente, com melhor acesso a comercialização, e receber inúmeros imigrantes, despertando assim, a vontade em comum de seus moradores, de se emancipar política e administrativamente do município de Iúna.

Assim, em 1970, é criada a  ADI - Associação Pró – Desenvolvimento Urbano e Rural de Ibatiba, que tinha a união e participação de todos os segmentos da comunidade do Distrito de Ibatiba, para falar e agir em nome de todos, e cujo objetivo era buscar a emancipação político administrativa para atender as necessidades da comunidade local. Faziam parte da ADI os seguintes senhores: Antônio Lacerda de Oliveira, Dimas Duarte Trindade, Laércio do Carmo Teixeira, Jair Louback de Gouvêa, José Ubaldo Bernardo e Soniter Miranda Saraiva.

Em 1975, o Distrito teve seu pedido de emancipação negado na Assembleia Legislativa, pois segundo dados do IBGE na época, Ibatiba não possuía os 10 mil habitantes exigidos em lei para que o processo se realizasse, alcançando a a quantidade mínima exigida somente em 1980, com um novo censo demográfico do IBGE. Desta forma, aberto um novo processo, e em 7 de novembro de 1981, o Distrito de Ibatiba, obteve sua esperada emancipação política, desmembrando-se do Município de Iúna, pela Lei Estadual nº 3.430.

Em 15 de novembro de 1982 acontece a primeira eleição para escolha de prefeito e vereadores do recém criado Município de Ibatiba, sendo eleitos sete vereadores, e José Alcure de Oliveira como prefeito e José Ubaldo Bernardo. Em 31 de janeiro de 1983, inicia-se a instalação política e administrativa do Município de Ibatiba, com a posse do prefeito e dos vereadores, iniciando os trabalhos do poderes Executivo e Legislativo.

Da comunidade que surgiu com a chegada das primeiras famílias no final do século XIX, conservamos os traços fortes da cultura tropeira, dos quais foram os pioneiros, e ao longo de suas andanças, assumiram grande  importância na história e desenvolvimento do município de Ibatiba.

Seja bem-vindo a Ibatiba, a Capital Capixaba dos Tropeiros!

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